Thiago
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2 days ago @ Polegar Opositor - Fim do essencialismo? · 0 replies · +1 points
Se "em qualquer lugar que houver vida, lá estarão os mesmos organismos que conhecemos", isso inclui as espécies extintas? Como dinossauros, trilobitas, mamutes, preguiças gigantes, tigres dente-de-sabre?
Se não, como explicar o registro fóssil pelo fixismo?
Se sim, como explicar fenômenos como as espécies em anel?
2 weeks ago @ Polegar Opositor - Creation: uma crítica · 0 replies · +1 points
2 weeks ago @ Polegar Opositor - Fim do essencialismo? · 1 reply · +1 points
O próprio período da Revolução Científica (aquela, do século XVII) é tido como o "abandono" do aristotelismo. Em geral, os historiadores da ciência assumem que Galileu e Kepler bateram de frente justamente com este problema, já que a física destes dois homens era extremamente matematizada e ia contra Aristóteles.
E ainda hoje escuto cientistas dizendo que filosofia e ciência não possuem relações diretas e que filosofia da ciência não tem propósito ou serventia...
14 weeks ago @ Polegar Opositor - Kepler, o salvador. · 0 replies · +1 points
É mais do que natural que as observações de Galileo tenham sido tão controversas. Aristóteles era o grande paradigma da época e para se aceitar as luas de Júpiter era preciso assumir que haviam problemas sérios com tal sistema.
Em comparação, seria o mesmo que UM ÚNICO CIENTISTA de hoje afirmasse ter visto vida em Marte e como prova tivesse apenas uma imagem de baixa resolução e difícil de ser reproduzida. Acho que a lição que fica do texto é que as vezes uma descoberta precisa de um corpo teórico convincente para ser aceita em grande escala.
14 weeks ago @ Polegar Opositor - O outro lado da moeda ... · 0 replies · +1 points
É preciso questionar, mas com prudência e, acima de tudo, bom senso. É fato que a ciência está permeada por interesses "externos", como costumamos falar em história da ciência. Acreditar que a ciência é pura e imaculada é ingenuidade.
Em todo caso, concordo com o Borges que "discordar da ciência 'porque sim'" também não resolve muita coisa. Mesmo assim, não acredito que para discordar de uma teoria é preciso propor outra em seu lugar. O simples fato de apontar uma anomalia em uma teoria qualquer já é um exercício crítico e, se bem feito, pode ser bastante positivo.
16 weeks ago @ Polegar Opositor - Questão de acesso · 0 replies · +2 points
Não acho que as revistas sejam assim tão essenciais para a ciência. Se pensarmos bem, a ciência já estava aí antes delas... Com efeito, até a Scientific American estava aí antes dos periódicos. Se hoje elas tem papel tão importante no processo de validação do conhecimento científico, nem sempre o tiveram e, sou capaz de apostar, nem sempre irão ter.
Na verdade, digo mais. O modelo todo não é exatamente benéfico à ciência. Estamos cansados de ouvir histórias de pesquisadores que tiveram seus artigos rejeitados nos periódicos X ou Y pq desenvolvem trabalhos críticos que desagradam o editor e os referees. Oras, não era papel da ciência ser crítica? Principalmente com ela própria?
Não bastasse isso, ainda somos obrigados a aturar este tipo de situação, pagar um dinheiro pesado pra podermos ter acesso a um artigo qualquer. É bem verdade o que nosso colega aí em cima disse. É sempre possível tentar entrar em contato com o pesquisador e pedir uma cópia do artigo. Mas o que fazer quando se quer ter acesso a artigos cujo autor já morreu? Vivenciei essa situação a alguns anos atrás quando tentei acessar alguns trabalhos do Dobzanski e, só não sofri recentemente em uma pesquisa sobre Alexandre Koyré, pq por sorte a faculdade de ciências da Universidade de Lisboa assina o JStore.
O ponto fundamental é que os periódicos tiveram sua importância. Por algum tempo foram a maneira mais adequada que se conseguiu arrumar para circular o conhecimento científico produzido. Mas certamente este modelo não é mais tão interessante assim.
Não é mais papel dos periódicos decidir o que é e o que não é importante o suficiente para ser publicado. Não é mais função dos periódicos assumirem o papel de mediador da comunidade científica. Não se precisa de um mediador quando se tem um meio de difusão tão eficiente quanto a internet.
Em última análise, a comunidade científica eventualmente vai encontrar uma maneira melhor pra circular e validar sua própria produção. Uma maneira que não seja tão restritiva ou que se transforme em uma máquina de imprimir dinheiro.
Pra mim, o futuro dos periódicos científicos é o mesmo da indústria fonográfica. Vão ter de se reinventar se quiserem continuar existindo.
23 weeks ago @ Continue » - Segundo dia do "Update... · 0 replies · +1 points
30 weeks ago @ Continue » - [Prévia] Scribblenaut... · 1 reply · +1 points
33 weeks ago @ Polegar Opositor - Os 22 paradigmas de Th... · 0 replies · +1 points
A começar pela ausência de um paradigma. Bem, se tomarmos a perspectiva kuhniana não podemos admitir ausência de paradigma. A questão é que como as revoluções científicas são um processo cíclico (veja este outro texto meu: As revoluções de Thomas Kuhn) existe a necessidade de haver um paradigma para ser deposto e outro para substituí-lo. Em casos mais extremos, da ausência de um paradigma concorrente, o paradigma atual continua sendo válido, mesmo enfrentando anomalias.
A questão aqui é que em ciência não há suspensão de juízo. Não se abandona uma teoria (ou paradigma) sem termos outra teoria para substituí-la. Deste modo, nem para Kuhn (e provavelmente nem para qualquer outro filósofo da ciência) a possibilidade da ausência de paradigmas (ou teorias) é possível, de modo que pensar em uma consequência deste nível não faz muito sentido.
Em termos das estruturas dos grupos, pode haver algumas consequências. Pelo cenário padrão que o Kuhn concebeu, a emergência de um novo paradigma inicialmente resulta em grandes debates entre os representantes do paradigma em queda e os representantes do paradigma em ascenção.
Sem pegarmos um grupo específico fica um pouco difícil de analisarmos de que forma o paradigma em emergência produz mudanças. Mas elas podem ir desde a reformulação de um grupo, passando pela mudança de disciplinas ou métodos de estudo e análise até a dissolução completa de um grupo qualquer.
Mais uma vez, tudo depende do grupo afetado e do paradigma emergênte.
Espero que estas respostas tenham te ajudado um pouco. Se precisar de mais ajuda, estamos aqui para isso.
47 weeks ago @ Polegar Opositor - O problema da Terra ch... · 0 replies · +1 points
A começar por eu não ter dito no texto que os "antigos todos sabiam/acreditavam que a Terra é esférica". Com efeito, eu disse que na mitologia oriental a Terra era de fato descrita como "chata", e que NA EUROPA OCIDENTAL isso nunca havia ocorrido.
O tal obscurantismo na Europa que você comenta, acredito eu, seja a idade média. Bem, o comentando "emburrecimento" é um mito criado durante a época do positivismo, além de uma posição defendida pelos renascentistas. Durante a fase inicial da formação da disciplina da história da ciência, essa visão do "obscurantismo" da sociedade medieval também era tida como correta, até que um homem chamado Pierre Duhem, que não por acaso é um dos maiores historiadores da ciência de todos os tempos, fez o grande favor de investigar a fundo esse período e revelar que de burros ou obscurantistas, os medievais nada tinham. Infelizmente a tal idéia "colou", e nos é enfiada goela abaixo nas aulas de história.
É igualmente errado concluir que a Igreja, em particular a Romana como é de costume, suportava a idéia de uma Terra chata. É verdade que se pode encontrar na bíblia passagens que façam esse tipo de sugestão, mas em verdade, existem tantas outras que sugerem a forma esférica da Terra.
Além disso, é preciso lembrar que o modelo de universo que era ensinado nas primeiras faculdades, e adotado pelos colégios jesuítas, era o modelo de Ptolomeu, que não por acaso havia sido criado com base no modelo de Erastóstenes que vc citou.
Além disso, já no século XVI, os Jesuítas abandonaram o modelo de Ptolomeu e assumiram o do Tycho Brahe, modelo que também levava em consideração uma Terra esférica. Mesmo no mundo protestante a situação não era diferente. Basta ver o próprio Tycho e Kepler, ambos vivendo em sociedades protestantes.
Brainchild