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16 years ago @ Viver Lisboa - Era mesmo necessário? · 0 replies · +1 points

Porque é que ninguém discute ou se revolta quanto ao absurdo que é a falta de gestão de transportes colectivos da área metropolitana de Lisboa, ou, ao menos, pelo que é o disparate da rede da carris, que tem sítios onde passam várias carreiras, e por cima do metro, e noutros onde é "ao lá vai um"? No dia em que começarmos a ver buzinões e outras manifestações a exigir mobilidade e acesso adequados à cidade e não para auto-estradas maiores ou por causa dos preços das portagens, então aí a discussão sobre túnel / não túnel deixa de existir e ficarei a achar que subimos mais um degrau na escada da evolução.

16 years ago @ Viver Lisboa - Era mesmo necessário? · 0 replies · +1 points

Partamos do princípio que vivemos em cidades para melhorarmos a nossa qualidade de vida (conceito que agora não vou discutir), ao termos acesso a mais coisas. E isto resulta da maior partilha de recursos: equipamentos e serviços, acessos, mão-de-obra, etc.

Se isto for assim, pergunto: qual é o sentido que tem utilizar-se na cidade um meio de transporte de uso e propriedade exclusivo e não partilhado? A disponibilidade? A livre escolha dos itinerários? A segurança? Isso pode ser prestado por transportes colectivos/públicos de qualidade e bem geridos, que prestem um serviço cómodo, que seja utilizado por opção e não por obrigação.

16 years ago @ Viver Lisboa - Viver Lisboa · 0 replies · +1 points

Tiago,

Espero que não tenham entendido - nem o Tiago nem todos os que deram o Viver o seu efectivo contributo - o meu "lamento" como uma crítica tipo "isto de facto é lamentável!", mas apenas como um "olha, é pena...". Não há, de facto, qualquer acusação ou exigência absurda da minha parte em relação à vossa decisão, era o que faltava!

Porque, precisamente, sei o que eu deveria fazer (para além de lamentar, que disso já há muito) e que (ainda) não fiz. Com algumas vontades já consegui algumas consequências, mas não chega, caso contrário estaria satisfeito com as coisas como elas estão. A questão é que, por agora (lamentavelmente!) tenho que me ficar por boleias como os comentários no Viver (daí a pena...).

Obrigado pelo vosso trabalho e, mais uma vez, felicidades aos novos projectos

16 years ago @ Viver Lisboa - Viver Lisboa · 2 replies · +1 points

Volto, e mais uma vez, a dar os parabéns ao blog e a todos que nele trabalharam, sobretudo os que tiveram a iniciativa. É minha opinião que têm sido expostos e discutidos assuntos muito pertinentes e concretos da Alta de Lisboa

E por isso mesmo, lamento de alguma maneira que o site deixe de ser dedicado à Alta de Lisboa. Será possível este blog abordar com a mesma proximidade as diversas questões e assuntos para toda a cidade? Concordo com o João Silva, acho que há mais sites sobre Lisboa do que da Alta de Lisboa. Além disso, nada impede que um Blog da Alta de Lisboa aborde as questões de Lisboa, antes pelo contrário.

Felicidades com o novo projecto, mas, se me permitem a filosofia barata, há que ter cautela, porque evolução pode implicar mudança, mas não depende dela. E, certamente, a mudança não implica evolução.

16 years ago @ Viver Lisboa - Não percebo as ciclov... · 0 replies · +1 points

Concordo com a perspectiva apresentada acerca do que justifica a implantação de uma ciclovia. Quanto aos contras e os erros que se verificam, até acrescentaria que o pior problema é o princípio, insustentável, que se estabelece da criação de corredores dedicados no espaço público para uma utilização muito específica.

Contudo, acho que é necessário dizer que a CML pelo menos demonstrou um esforço em se manter actualizada. À parte dos erros referidos, acho que é louvável a ideia geral da implantação de ciclovias em Lisboa, cujo objectivo expresso, recorde-se, é unir os principais parques e zonas verdes. Esta orientação sobretudo recreativa é discutível, claro, mas parece-me que é de facto um modo de se iniciar a introdução de bicicletas em Lisboa, acabando de vez com os mitos que ainda persistem sobre essa impossibilidade (foi, aliás, a possibilidade de levar a minha filha de 11 anos do Lumiar a Benfica). Creio que isto é um princípio que fará com que a bicicleta ganhe o seu espaço na cidade, deixando de haver a actual necessidade de ser demarcado.

16 years ago @ Viver Lisboa - Não percebo as ciclov... · 1 reply · +1 points

Parabéns, é uma reflexão interessante de um tema actual; as ciclovias têm sido, de facto, alvo de debate em vários locais e ocasiões. Já agora, quanto a mim, um dos melhores é o da mailing list da massa crítica, http://massacriticapt.net/, já que aí participam tanto utilizadores "normais", como "militantes" da bicicleta, diversos tipos de praticantes e curiosos, e até pessoas com diversos tipos de relações com a câmara (desde antigos e actuais colaboradores aos mais críticos e cépticos).

Quanto a mapas, conheços alguns sites não oficiais (alguns chegaram-me por essa mailing list): http://ciclovias.pt.vu/ , http://www.ciclovia.com.pt/ (tem as ciclovias de todo o país) http://www.isa.utl.pt/ceap/ciclovias/lisboa/index... (uma proposta do Instituto Superior de Agronomia).

16 years ago @ Viver Lisboa - E se o Eixo Norte –S... · 0 replies · +1 points

Aproveito ainda para dizer que soube de intenções para que este cruzamento se venha a processar em 3 níveis: um é o do eixo NS, outro seria o da Padre Cruz, que ficaria abaixo do solo, e o nível do solo seria para o trânsito de distribuição e acesso, em princípio mais afim com uma vida de bairro. Eu diria que, à partida, se o trânsito da Padre Cruz ficasse debaixo de terra, potencialmente esse sítio melhorará, assim o projecto se concretize no sentido favorável do que aqui se discute e não apenas para os carros. E por lógica de inerência, digo eu, seria de considerar todo o espaço por debaixo deste viaduto e a área circundante, o que incluiria o centro do Lumiar. Assim haja dinheiro e vontade política...

16 years ago @ Viver Lisboa - E se o Eixo Norte –S... · 0 replies · +1 points

De facto, parabéns pelo post. E gostei também porque este é um assunto sobre o qual venho pensando há um tempo também, dado o cada vez maior número de viadutos que têm surgido em Lisboa, os quais trazem, por baixo de si, espaços mortos ou, quando muito, estacionamento automóvel, o que na prática vai dar ao mesmo.

Já numa reunião descentralizada da câmara que houve na nossa freguesia aqui há 2 anos, se não estou em erro, aproveitei para apontar, entre outras coisas, para o problema que este lado da cidade tem de ligações com a restante cidade: estamos rodeados pelo aeroporto, pela segunda circular e pela Padre Cruz/c. Carriche, logo, as ligações não rodoviárias são muito pontuais. E neste momento estas ligações serão de muito má qualidade, entre as quais as que se efectuam debaixo de viadutos: Campo Grande (e aqui repare-se na disparidade entre o viatudo do metro, da co-autoria do Edurado Nery e o que é o espaço por debaixo), o viaduto da Padre Cruz perto do Sporting, e agora o do eixo NS.

16 years ago @ Viver Lisboa - O Horror · 4 replies · -2 points

Eu diria que o "imprint genético" que "nós tugas" temos (se é que há algum) é este impulso de estar permanentemente pessimista, com atitude de bota-abaixo e de desconfiança (e os blogs têm sido canal para isto ad nauseam)... E se calhar daí deriva o mal feito, porque se acha à partida que não vale a pena fazer bem, porque o vizinho não merece e a seguir vai dizer mal de certeza.

SIm, houve cheias; concordo, há coisas mal feitas; claro, há e haverá sempre muita negligência. Mas isto é um mal humano, não se passa "só neste país". A única diferença é que nós, perante estes incidentes, achamos que isto é o "nosso fado" e não há nada a fazer, e por isso ficamos só com as lamentações. Outros seguem em frente: criticam, apontam os erros e todos se mobilizam e colaboram para os emendar. E isto não é nada de transcendente, basta que cada um se disponha a isso.

Bom ano 2010 para a Alta de Lisboa!

16 years ago @ Viver Lisboa - Já estão plantadas Ã... · 0 replies · +4 points

Tive já oportunidade de conhecer o projecto do atelier de Daciano da Costa para este eixo, o qual contemplava, para além do mobiliário urbano, os pavimentos e revestimentos.

Não sei o que, e como, será efectivamente concretizado, mas pareceu-me um projecto de qualidade. Assim a restante urbanização se venha a concretizar também, com as ligações, as habitações, os equipamentos, e as pessoas...