Alderic
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12 years ago @ Fênix Down - A Futura Crise dos AAA... · 0 replies · +2 points
Porém, desaparecer a AAA não deve, pela simples razão que existe demanda por jogos com um nível de qualidade que só uma AAA tem condição e recursos de fazer, o que vai acontecer é que as empresas mais desorganizadas ou com práticas mais negativas vão decair por não conseguirem utilizar seus recursos para produzir algo de qualidade e cobrir os custos. Os que conseguirem, manejar recursos, pessoal e custos/expectativas vão sobreviver.
12 years ago @ Overkill - Overkill #47 - O preç... · 0 replies · +1 points
1) A respeito da longevidade/rejogabilidade de um jogo, bom para mim depende muito do tipo de jogo em questão. Eu, por exemplo, prefiro jogos de estratégia que tenham longevidade/rejogabilidade e foco em narrativa emergente (Crusader Kings, Europa Universalis), pela razão que eles oferecem de fato uma experiência melhor que jogos de estratégia mais "lineares" onde tudo é mais uma questão de achar a "maneira certa" de resolver algo (quase como um puzzle mal feito) sem oferecer alternativas.
XIII Century, um clone indie da série Total War é infame por causa disso, todas as batalhas quase se resumem a "pegue a suas tropas e cruze o óbvio passo entre as montanhas enquanto o inimigo não faz nada". É uma das poucas compras que me arrependi...pelo menos não gastei muito, só alguns poucos dólares (o resto foi com as blue coins do Gamersgate).
Outros jogos, como um To the Moon, eu não me importo que sejam curtos ou mesmo com baixa rejogabilidade. Mesmo vale para alguns rpgs. Longevidade é ótimo, mas ela precisa ser bem usada e não só ser esticada por nada. Porém, jogos que ofereçam suporte a mods costumam a ganhar minha atenção, pois eles alongam o jogo sem desgastar ele e permitem uma experiência mais customizável.
No entanto confesso, curiosamente o Bioshock Infinite, foi uma comprar que me incomodou, peguei no lançamento, junto com todo mundo e o agito que havia envolta. Porém enquanto jogava sentia "depois que eu terminar, dificilmente teria qualquer razão para joga-lo de novo" talvez pelo preço alto...ou talvez por não ser muito meu tipo de jogo, sei lá.
2) Sobre mundos abertos: Uma coisa é um jogo que é focado realmente em ter um mundo aberto e que explora como o jogador pode interagir com o cenário e explorar ele, por exemplo os jogos da Bethesa. Outra é quando se tem um mundo aberto só por ter sem realmente desenvolver algo em cima.
Além disso no caso da Bethesa, faz muito mais sentido o uso de mundos abertos pois eles facilitam muito o suporte a mods, principalmente quando envolver adicionar novos conteúdos ao jogo. além de fornecer um ambiente mais aberto para a criatividade dos modders. Em jogo linear ou com mundo mais restrito, mods maiores, como overhauls (que mudam o jogo inteiro) ou que adicionam novas áreas ficam mais difíceis de serem inseridos no jogo (por exemplo, você não ter espaço físico para colocar o conteúdo, talvez a áreas não possam se revisitadas ect...)
3) Conteúdo cortado: Na real, é muito difícil você ter um jogo que vai ter todas as features imaginadas (a menos que seja um jogo muito pequeno ou muito focado), pelo simples fato que durante o seu desenvolvimento e produção muita coisa é cortada, pelas mais diferentes razões: tempo, funcionalidade, custos, balanceamento ect. Ou seja, nem sempre é pela ganancia. Vários desenvolvedores muitas vezes tem que escolher cortar coisas para poder focar em partes mais críticas do jogo por exemplo, ou pois os prazos estão apertados ou mesmo o desgaste das pessoas envolvidas está ficando muito alto.
Se um projeto tentar de fato implementar tudo, há fortes chances de falhar pelo simples fato que tem fortes chances de virar um "ciclo de desenvolvimento do inferno" features sendo adicionadas, removidas e empilhadas em um ciclo sem fim que além de custar rios de dinheiro, vai prejudicar o jogo (tudo isso vai ter que ser testado... ou não...) além do esgotamento da equipe (maior chances de erros passarem desapercebidos).
12 years ago @ Jogabilidade - DASH #46: Lá Se Vai M... · 1 reply · +3 points
1) Sobre o Greenlight: há uma discussão bastante interessante, de um lado, alguns indies e críticos quase propõem uma queda de qualquer controle, reclamando que isso gera um "formalismo" de gêneros de jogos excessivo, porém isso geraria um flood de jogos e pode acabar afogando muita gente. Por outro lado há a questão de quem o que iria fazer essa seleção? quem determina o que é um "jogo"? ou o que é "qualidade"? esse vai ser um dos grandes problemas que o steam vai ter que resolver.
2) Comecei no pc (a muito tempo atrás, nos antigos apple II), joguei bastante no tempo do genesis/megadrive e cheguei bem tarde no psone e depois não continuei com consoles e fiquei mesmo no pc. Logo ao fazer uma lista de jogos mais relevantes dessa geração fico um pouco limitado, mesmo assim abaixo vai ela, mas antes:
Uma coisa que notei que originalmente a tempo atrás em jogava bem mais rpg (principalmente o ocidental) e estratégia bem secundariamente.
Com o genesis e psone eu tive contato com jrpg, mas como continuei no pc, voltei ao rpg ocidental por falta de opção. Agora tenho notado que estou mais nos jogos de estratégia e sinto falta de jrpgs. Não pela questão da nostalgia, me parece as vezes a falta de um tipo de narrativa/estética/personagens que raramente, ou apenas recentemente são exploradas nos rpgs ocidentais mais tradicionais, fora um interesse por tenho desenvolvido por visual novels.
Vamos a lista:
1) Crusader Kings II - sei que posso parecer chato citando ele de hora em hora, mas é um jogo que merece ser visto e jogado. Um jogo brilhante sobre dinastias e as pessoas e suas histórias no qual a Paradox, quase que por acidente, ou não, reproduz ciclos de ascensão e queda, quase que como o conceito da "roda da fortuna" (conceito filosófico, não o show!).
2) The Witcher I e II
3) Mass Effect
4) Analog Hate Story e Hate Plus
5) Wizardry 6 a 8 - Dark Savant Trilogy - Uma interessante trilogia de jogos de um período não muito antigo no qual ainda meio se tentava explorar temas de fantasia e ficção científica em rpg ocidentais.
6) Clannad
7) Might and Magic I-IX - Estou jogando todos eles, na real estou no último antes do novo título ( M&M IX e como ele ruim!) da Ubisoft (M&M X), é muito interessante vendo eles um a um, como foi a transição de temas e tipos de rpg ocidental - de uma fase mais exploratória (fantasia sci-fi) a um molde mais pasteurizado influenciado pelo sucesso de jogos como Baldur´s Gate/Diablo/Jogos 3D.
Fora que Wizardry e Might and Magic eram contemporâneos, de empresas que seguiram rumos bem diferente e tiveram finais bem distintos.
8) XCOM - Enemy Unknown - trouxe de volta o genêro de tatical rpg/strategy que nunca morreu no Japão, mas por aqui sumiu.
9) Sins of a Solar Empire e Endless Space - há século, desde o desastre que foi o Master of Orion 3, que muita gente vem tentando fazer o seu sucessor espiritual - cada um dessas jogos, independentes, fez a sua jogada de um modo muito criativo.
12 years ago @ Super Controle Podcast! - Overkill #44 - Tactica... · 0 replies · +1 points
12 years ago @ Super Controle Podcast! - Overkill #44 - Tactica... · 2 replies · +1 points
Esse é um dos gênero favoritos de jogo, meu primeiro contato com ele foi com Shining Force II que eu locava direto nos fins de semana e também morria de medo de apagarem a minha salva. Porém, naquela locadora pelo visto só eu jogava, tanto que consegui convencer eles a me vender o jogo. Terminei várias vezes o Shining Force II.
Depois por emulação conheci outros como Bahamut Lagoon, Ogre Battle, Front Mission, Fire Emblem (antigos) e outros, e quando comprei um ps one pude jogar Suikoden I e II , Vandal Hearts II (eu gostava, mas o sistema de turnos simultâneos era muito confuso, fora que se você não pegar um item escondido no primeiro mapa, não tem como obter o final bom. Ainda sim, era um jogo excelente e uma história bem pesada).
Durante um tempo no pc chegou a haver um bom número de srpg ocidentais, como Syndicate (original), X-Com e um clássico, Jagged Alliance 2. Porém depois no pc o gênero sumiu, enquanto no console vivia muito bem. Até o sucesso do XCOM novo que gerou uma redescoberta desse tipo de jogo no pc. Falando nisso, no steam tem o Last Remnant e a pouco chegou o Agarest Generations of War, talvez nenhum dois seja lá essas coisas, mas tem sido um sinal de mudança (tem dois daquele Legend of Heroes a caminho também).
Porém, pelo menos para mim, os srpg orientais ainda tem uma coisa meio "única" talvez seja pela parte estética e pela narrativa (muito influenciada por visual novels, alias existem visual novels que tem elementos de srpg), mas poucos jogos conseguiam criar personagens por vezes tão carismáticos ou memoráveis. Fora que sempre gostei disso de você sair reunindo um monte de gente em um jogo para formar o grupo (melhor ainda se eles tiverem personalidade/trama) enquanto vou administrando os recursos deles.
12 years ago @ Jogabilidade - Vértice #23: Na Rúss... · 0 replies · +1 points
É aquela coisa, pessoa joga um jogo que gosta em seu ritmo pessoal, ai ela tenta fazer um endurance run/speedrun (não estou dizendo que o André fez isso) ou algo parecido e ai subitamente o jogo não parece ser o mesmo que era antes. No entanto observa-se que jogo com um bom design sobrevivem a isso sem problemas (Dark Souls talvez seja um bom exemplo).
Vou dar um exemplo pessoa, atualmente estou rejogando todos os rpgs da série Might and Magic do I ao X e percebi que enquanto títulos ainda eram excelentes, mesmo me forçando a a termina-los sem me arrastar muito (por exemplo Might and Magic II, IV e V) outros, que na época eu gostei muito, tiveram uma experiência bem menos agradável (Might and Magic VII e VIII).
Com o Oblivion foi parecido, até o Skyrim ser anunciado e chegar perto da data eu tinha jogado muito, mas no meu ritmo, mas usando mods, tirando screenshots com meus personagens, mal tinha tocada no Main Quest. Porém com a proximidade Skyrim, meio me forcei a terminar e subitamente, teve tanta coisa que antes eu não tinha notado que me incomodou bastante - tipo os Oblivion Gates, antes fazer um que outro era ok, mas fazer vários na corrido me mostrou como aquilo era quebrado. Fora que era um saco você tentando tirar umas screenshots, achava o lugar e iluminação perfeita e subitamente aparecia um portal desse e arruinava tudo....
12 years ago @ Jogabilidade - Vértice #22: Video Ga... · 0 replies · +1 points
Ainda sim é um bom jogo, mas se for comparar ele ao The Witcher, o Gerald ganha de longe, tanto pelo bom uso de um ambiente e trama mais adulta com elementos do leste europeu. DaO fica um pouco mais genérico, tem algumas sacadas boas, como a interação dos personagens e alguns eventos da trama, mas não é no mesmo nível.
Muito interessante esse Juniper´s Knot. Só um comentário, existem várias visual novels que não são eroges (e inclusive existem visual novels feitos por mulheres no Japão*), claro existe uma barreira de linguagem, logo muita coisa não chega até nós e muito a gente nem houve falar - depende muito de alguém traduzir ou mesmo noticiar (e dos interesses e gostos dessas pessoas).
De qualquer modo - duas visual novels muito boas que me vem na cabeça e nenhuma é do tipo que o André falou - Clannad e Stein´s Gate.
*Nota: desde a década de 60 no Japão, existem muitas mulheres que são autoras de mangá, assim como um reconhecimento maior delas como consumidoras.
Ah, não sei se foi só por que vocês falaram do site falso do Fallout 4, mas a pouco saiu uma notícia (não ligada ao site falso) confirmando que sim, há um Fallout 4 em produção (Fonte: http://www.polygon.com/2013/12/11/5201472/fallout...
12 years ago @ Jogabilidade - DASH #44: Ei, Jogos SÃ... · 0 replies · +3 points
1) O Sushi comentou muito bem sobre como jogos com condições de vitória muito rígidas ou com alta demanda “perfeição técnica” de jogabilidade (clicks perfeitos, builds perfeitas, movimentos perfeitos, não admite erros) não são os melhores jogos para apresentar a alguém. Uma vez que podem reforçar ideias do tipo "isso não é para mim" , "nunca vou jogar isso".
Isso me lembrou de algo que ouvi no Three Moves Ahead (um podcast sobre jogos de estratégia) segundo eles, uma das razões que RTS de construção de base ascenderam e depois declinaram, foi que antes do multiplayer, você podia jogar um deles da forma "errada", mas ainda se divertir, mesmo sendo jogos complexos era possível aprender no seu ritmo. Porém, com o crescimento do multiplayer a pressão de uma maior exigência de “perfeição técnica” tornou o gênero menos atraente para muita gente (inclusive gerou uma ideia de “trauma” de que você vai perder instantaneamente, o que por vezes é bem real).
Curiosamente, Crusader Kings II mesmo sendo um jogo mais complexo que um típico RTS, atraiu gente que não jogava esse tipo de jogo. Uma possibilidade é que não havendo condições de vitória rígidas nem exigência de "perfeição técnica" deixa as pessoas aprender o jogo mais tranquilamente e ao seu ritmo a despeito de ser complicado. Nota: CK2 usa tempo real, mas com compressão de tempo é possível acelerar ou retardar a passagem do tempo, o que facilita muito na hora de aprender.
2) Uma coisa importante é também não subestimar demais a pessoa para qual estamos apresentando um jogo, pois podemos além de parecer pedantes além de fazer a pessoa se sentir desconfortável.
3) Talvez uma outra opção seja a gente se lembrar do próprio caminho que nós fizemos: como foi que nós aprendemos e jogar nossos jogos favoritos? É sempre bom lembrar que um dia a gente também teve que aprender. Dividir essas experiências é uma boa maneira de estabelecer laços e ajudar a outra pessoa, caso esta se sinta meio perdida a sentir menos.
4) Um jogo que recomendaria para uma pessoa que nunca jogou:
The Settlers I e II: Um RTS sem foco em conflito, baseado mais em coletar e refinar recursos, com um ritmo mais lento e mais relaxante pode ser um bom jogo para introduzir alguém para os jogos de estratégia (e jogos em geral) independente da idade e ajuda a dissipar o "trauma" em alguns casos. City builders (jogos tipo sim city) também funcionam.
Jogos de estratégia em turnos são ótimos, pois turnos aliviam muito da pressão do tempo real e permite que a pessoa absorva muito melhor o que está acontecendo.
5) Por fim, sobre a questão da aceitação de ser "gamer" o melhor, é o que o Rick e o Sushi falaram, ser aberto, mas sendo consciente de não ser um chato. Ficar escondendo, fingindo, remoendo ou pior, mentindo, não é algo lá muito saudável nem muito prático (isso também vale para muita coisa).
O ideal é justamente a gente ser o exemplo do positivo, independente de existirem pessoas que queimam o filme (algo que todo o grupo tem) ou do julgamento das outras pessoas.
12 years ago @ Fênix Down - Tô Jogando #50 – Ki... · 0 replies · +1 points
12 years ago @ Fênix Down - Tô Jogando #50 – Ki... · 0 replies · +1 points