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		<title>gdp's Comments</title>
		<language>en-us</language>
		<link>https://www.intensedebate.com/users/765619</link>
		<description>Comments by helenaromao</description>
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<title>Viver Lisboa : DE UM SUCESSO DE FRACASSO</title>
<link>http://www.viveraltadelisboa.org/?p=6290#IDComment52884198</link>
<description>Parte III N&amp;atilde;o sei nada de revista e por isso n&amp;atilde;o conhe&amp;ccedil;o a utilidade de ir buscar o g&amp;eacute;nero, reaviv&amp;aacute;-lo ou se dever&amp;iacute;amos simplesmente deix&amp;aacute;-lo morrer. O que sei &amp;eacute; que finalmente no mundo do Teatro &amp;ldquo;erudito&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;de vanguarda&amp;rdquo; (eu n&amp;atilde;o conhe&amp;ccedil;o bem os termos usados no Teatro, mas se for em analogia com os da M&amp;uacute;sica, s&amp;atilde;o todos maus) h&amp;aacute; quem lance o mote para esta discuss&amp;atilde;o (e no caso das novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, para esta descoberta) e &amp;eacute; pena que n&amp;atilde;o tenha sido aproveitado para debater a s&amp;eacute;rio. Se discutimos tanto as negociatas (precisamente do Santana) &amp;agrave; volta do Parque Mayer, porque &amp;eacute; que n&amp;atilde;o discutimos a revista em si? E se a Rita tem uma opini&amp;atilde;o t&amp;atilde;o moralizante a esse prop&amp;oacute;sito &amp;eacute; pena que n&amp;atilde;o a tenha desenvolvido. A Primeiros Sintomas teve esta iniciativa que podia ser pol&amp;eacute;mica, podia ser uma alavanca para se debater finalmente que raio &amp;eacute; a revista, para que serve, porque se mant&amp;eacute;m e em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, etc. &amp;mdash; sem ser da habitual perspectiva saudoso-salazarenta &amp;mdash; e &amp;eacute; com muita pena que percebo no &amp;uacute;ltimo dia de representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a imprensa, os agentes culturais (oficiais ou n&amp;atilde;o) ou os &amp;quot;opinion makers&amp;quot; que criticaram tanto as negociatas santanenses, ningu&amp;eacute;m quis aproveitar e fazer aqui uma discuss&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria! Nem que seja para n&amp;oacute;s, os tais &amp;ldquo;netos&amp;rdquo;, ficarmos a saber quem &amp;eacute; a &amp;ldquo;av&amp;oacute;&amp;rdquo; que est&amp;aacute; moribunda!  Tenho pena se n&amp;atilde;o estiverem previstas mais representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es (em itiner&amp;acirc;ncia, por exemplo), porque as pe&amp;ccedil;as de teatro ganham sempre com um maior &amp;agrave; vontade, a matura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a experimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no palco com o p&amp;uacute;blico. Aqui est&amp;aacute; o drama &amp;mdash; e a Rita, t&amp;atilde;o preocupada com as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos artistas, que n&amp;atilde;o focou este ponto nevr&amp;aacute;lgico? &amp;mdash; das companhias independentes em sede pr&amp;oacute;pria e dos grupos formados &amp;quot;ad-hoc&amp;quot;. Tr&amp;ecirc;s dias aqui, dois al&amp;eacute;m, uma semanita j&amp;aacute; n&amp;atilde;o foi nada mau... mas h&amp;aacute; uma matura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e um crescimento nos pr&amp;oacute;prios pap&amp;eacute;is que s&amp;oacute; se faz em frente ao p&amp;uacute;blico, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel acontecer em ensaio.  Helena Rom&amp;atilde;o </description>
<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:50:29 +0000</pubDate>
<guid>http://www.viveraltadelisboa.org/?p=6290#IDComment52884198</guid>
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<title>Viver Lisboa : DE UM SUCESSO DE FRACASSO</title>
<link>http://www.viveraltadelisboa.org/?p=6290#IDComment52884132</link>
<description>Parte II Queixa-se a Rita que faltaram muitos temas: pois faltaram e se fossem falar num espect&amp;aacute;culo de tudo o que vai mal no Mundo, n&amp;atilde;o teria fim! Mas sobre temas, para mim foi muito curiosa a forma como se falou do Santana: uma cr&amp;iacute;tica &amp;agrave; cr&amp;iacute;tica un&amp;acirc;nime. Dizer mal dele seria f&amp;aacute;cil (demasiado f&amp;aacute;cil...), mas constatar em vez disso, que nos entretemos a bater no mesmo h&amp;aacute; uma s&amp;eacute;rie de anos e limitamo-nos por vezes a suspirar de al&amp;iacute;vio de j&amp;aacute; n&amp;atilde;o termos que o aturar, em vez de andarmos para a frente e nos preocuparmos com as quest&amp;otilde;es actuais &amp;eacute; menos consensual e talvez bem mais acutilante. Embora eu pessoalmente tivesse sentido a falta da muito revisteira actualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria consoante a not&amp;iacute;cia do dia &amp;mdash; e no dia em que vi o espect&amp;aacute;culo a grande not&amp;iacute;cia era o an&amp;uacute;ncio da condecora&amp;ccedil;&amp;atilde;o.   O que menos gostei na pe&amp;ccedil;a foi a repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o de momentos &amp;agrave;s vezes demasiado sexuais. Aquela Europa podia ter sido menos expl&amp;iacute;cita e teria mais piada. &amp;Eacute; um facto que os pa&amp;iacute;ses grandes passam o tempo a &amp;quot;lixar&amp;quot; os mais pequenos e que o &amp;quot;tuga&amp;quot; mais t&amp;iacute;pico tem a mania que &amp;eacute; Zez&amp;eacute; Camarinha universal... mas ser&amp;aacute; que era preciso insistir tanto?  A cr&amp;iacute;tica do P&amp;uacute;blico fala do texto, depois do texto e ainda... do texto &amp;mdash; ou dos temas referidos... no texto. Mas pouco falou do desempenho dos actores. &amp;Eacute; pena n&amp;atilde;o ter ficado escrito no P&amp;uacute;blico que o &amp;quot;comp&amp;egrave;re&amp;quot; foi muito bom: no tom, no improviso, nos imprevistos que aconteceram e que ele &amp;quot;safou&amp;quot; muito bem. O tom aqui n&amp;atilde;o &amp;eacute; um pormenor, porque n&amp;atilde;o pode ser o tradicional apresentador de concursos, nem pomposo como nos &amp;Oacute;scares, mas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o tem um personagem a que se agarrar para ir buscar os tiques ou um enredo.   Musicalmente, &amp;agrave; parte a grande e excelente surpresa do Manuel Jo&amp;atilde;o Vieira, &amp;eacute; que eu n&amp;atilde;o gostei. As cantoras/actrizes eram desafinadas e com uma voz muito pouco matura. O Czerny d&amp;aacute;-lhe uma certa piada, mas s&amp;oacute; percebe quem j&amp;aacute; foi torturado pelo mesmo estudo... (sim, &amp;quot;torturado&amp;quot; &amp;eacute; a palavra certa)!  </description>
<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:50:09 +0000</pubDate>
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<title>Viver Lisboa : DE UM SUCESSO DE FRACASSO</title>
<link>http://www.viveraltadelisboa.org/?p=6290#IDComment52884076</link>
<description>(Este coment&amp;aacute;rio &amp;eacute; muito longo, diz o programa, tem que ser dividido em v&amp;aacute;rios. Fica o aviso.)  Parte I Sobre a cr&amp;iacute;tica do P&amp;uacute;blico, basicamente o que h&amp;aacute; a dizer &amp;eacute; que &amp;quot;foi pior a emenda que o soneto&amp;quot;. Se a pe&amp;ccedil;a &amp;eacute; moralizante, a cr&amp;iacute;tica &amp;eacute; hiper-moralizante!  Esta de achar que quem dirigiu Strindberg e Ibsen n&amp;atilde;o pode fazer coisas mais c&amp;oacute;micas a seguir, tem dois problemas: o primeiro &amp;eacute; o t&amp;iacute;pico provincianismo de achar que tudo o que faz rir tem menos &amp;ldquo;qualidade&amp;rdquo; e &amp;eacute; pouco s&amp;eacute;rio. O segundo problema &amp;eacute; mais s&amp;eacute;rio ainda, sobretudo para quem quer fazer cr&amp;iacute;tica de teatro: j&amp;aacute; ouviu falar do M&amp;aacute;rio Viegas? (Calma, Primeiros Sintomas, n&amp;atilde;o estou a comparar-vos, n&amp;atilde;o desatem j&amp;aacute; aos pulos... Gostei, mas n&amp;atilde;o tanto!) Importa explicar &amp;agrave; Rita que fazer com&amp;eacute;dia n&amp;atilde;o &amp;eacute; em si pior nem melhor que fazer drama, que depende da com&amp;eacute;dia e do drama e de como se faz cada um; que fazer um texto que est&amp;aacute; a ser constru&amp;iacute;do &amp;eacute; muito diferente de fazer um texto escrito e acabadinho, j&amp;aacute; sem emendas a l&amp;aacute;pis &amp;agrave; margem e falas a mudar a cada dia &amp;mdash; mas que tamb&amp;eacute;m j&amp;aacute; n&amp;atilde;o permite dar ideias ao autor.   No &amp;quot;Maria Mata-os&amp;quot; n&amp;atilde;o &amp;eacute; tudo maravilhoso, mas, caramba, n&amp;atilde;o &amp;eacute; nada do que a Rita diz. A entrada do dramaturgo em palco (enquanto tal e n&amp;atilde;o a fazer um qualquer personagem) &amp;eacute; efectivamente a cena mais surpreendente. Corrija-me quem souber mais de teatro, mas eu nunca tinha visto tal coisa e n&amp;atilde;o &amp;eacute; por ter visto pouco teatro.  </description>
<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 03:49:54 +0000</pubDate>
<guid>http://www.viveraltadelisboa.org/?p=6290#IDComment52884076</guid>
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